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PT visto pelo gaúcho Tarso Genro

 

Amanhã (10), o Partido dos Trabalhadores completa quatro décadas de seu registro no Tribunal Superior Eleitoral. Dois capítulos conflitantes são marcantes na sua trajetória.

No primeiro, sua ascensão ao poder sob a liderança de Lula da Silva, ex-operário e dirigente sindical. O pernambucano chegou ao Planalto na quarta tentativa eleitoral.

Capítulo número dois expõe sequelas políticas marcadas por deslizes éticos. Na sequência das vicissitudes, prisão de Lula após condenação em segunda instância.

Dirigentes petistas, mandatários no Executivo e no Legislativo contestam decisões da Justiça, mas há referências partidárias que demonstram insatisfação com a realidade.

Entre os históricos, há o gaúcho Tarso Genro que faz confissão angustiada: “Não me sinto identificado, hoje, com o tipo de visão que o PT construiu de si mesmo”.

Tarso diz que o petismo fez transformações positivas, “em particular no governo do presidente Lula, mas também cometeu erros graves no quesito da ética”.

Genro foi vereador, vice-prefeito, prefeito, governador e ministro três vezes (Educação, Relações Institucionais e Justiça), além de presidente do PT depois do Escândalo do Mensalão.

Sobre a autocrítica que defende:

“Não significa que pretendo transformar o partido em delegacia de polícia, mas sabemos que quadros do PT cometeram erros graves ao longo dos 40 anos. Isso não é novidade em qualquer legenda seja qual for a ideologia”.

Ao final:

“Nós temos que aprender, urgentemente, como falar com este mundo novo nos tempos de relações sociais em rede. A luta é pela hegemonia e luta da hegemonia se faz através de valores”.

 

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