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Cardoso propõe centrista para 2022

 

Entre os conhecidos defeitos de Fernando Henrique Cardoso – vaidade no alto da lista e empáfia na sequência –, não há registro da imprudência nem da agressividade. O social-democrata difere das temerárias lideranças exemplificadas pelos populistas Jair Bolsonaro, à direita, e, à esquerda (?), Lula da Silva.

Interrogado a respeito da sequência de fatos nervosos e versões dramatizadas no agora e, possivelmente, nos próximos três anos, Cardoso prevê Bolsonaro desgastado para renovar mandato presidencial e Lula, como “ficha suja, em tese, não poderá concorrer em 2022, mas tem competência política para influenciar”.

Enfático, propõe “uma grande aliança pelo centro”. Acredita como solução natural para “evitar o fortalecimento” do conservadorismo primitivo de Bolsonaro, e a volta do esquerdismo superado do Partido dos Trabalhadores e seus satélites, bloco que se faz de desinformado a respeito do esquerdismo com espaço diminuído.

Não sugere nomes que considera qualificados, mas esboça o figurino de quem, além de sustentação eleitoral, seja apoiado pelo centro democrático, liberal e progressista.  Precisa respeitar as forças do mercado, “mas entenda que as pessoas existem e que a pobreza na desaparece quando o mercado vai às alturas”.

Ao final, advertência grifada:

“Política não é um recurso natural. Depende, também, da criatividade e do empenho dos humanos”.

 

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@Tervalsegom, no Twitter

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