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Chico erra como milhões de eleitores

 

Mesmo na República Surrealista dos Trópicos, onde o governante confunde mandato de prazo certo com autorização para determinar o que é certo ou errado, conforme suas venetas, funcionam, entre o tolerável e o desajuste, os poderes Legislativo e Judiciário.

Jair Bolsonaro é tão arrebatado quanto Dilma Rousseff no relacionamento político e com a imprensa que, mal ou bem, reproduz fatos. Ele e a ex-presidente, embora polos ideológicos oponentes, têm em comum a vaidosa visão no reflexo do espelho quando estão diante dele.

Fernando Henrique Cardoso, com estágio de oito anos no Palácio do Planalto, completa o trio da ‘genialidade’ da fase pós-ditadura militar tão louvada por Bolsonaro. O tucano-sociólogo é também ‘especialista’ em generalidades da vida pública brasileira.

Mas, juntamente com a petista, tem sensibilidade para perceber e aplaudir o talento de Chico Buarque. Bolsonaro, não. Ele desce do ‘trono’ presidencial para negar o valor do artista – na música, nos versos e nos textos – que o mundo cultural aplaude.

Chico tem o direito de errar nas suas opções políticas, da mesma maneira que tantos eleitores se arrependeram da opção pelo voto contra o PT no pleito do ano passado. Entre o som fanhoso do ódio e a harmonia das notas musicais, inexiste dúvida.

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