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Tempo passa e o amanhã vem aí

 

Nos quadriênios recentes, os principais colégios eleitorais do país foram governados por partidos com maiores representações no Congresso Nacional. A República Surrealista dos Trópicos também era liderada por siglas de grande porte, como PSDB, PT e, 22 anos depois, com o impeachment de Dilma Rousseff, o MDB chegou ao Planalto.

São Paulo (33 milhões de votantes) continua sob administração de tucanos. João Doria, que foi prefeito da capital, renunciou para se habilitar, como manda a lei, e chegou ao Palácio dos Bandeirantes após angustiante segundo turno. Lembre-se a contundente desclassificação do ‘tucanão’ Geraldo Alckmin na primeira fase das urnas presidenciais de 2018.

Minas Gerais foi da social-democracia, via liderança de Aécio Neves, hoje um fantasma político acusado de deslizes éticos com robustas provas. Ascendeu o petismo, que era forte em Belo Horizonte pelo crescimento de Fernando Pimentel, também outro castigado pela prática de ilicitudes quando tentou a recondução à governança dos mineiros.

Hoje, quem governa as Gerais, onde quase 16 milhões estão aptos ao voto, é Romeu Zema, empresário estreante na política sob a bandeira do Partido Novo. No Rio de Janeiro, 12,5 milhões de votantes, subiu outro novato ao Executivo: Wilson Witzel (PSC), professor de Direito Penal Econômico e ex-juiz federal.

Pós-escrito: Jair Bolsonaro (PSL), presidente do Brasil que derrubou pretendentes de partidos históricos, é candidato à reeleição, como tem demonstrado.  Há dois governadores de estados milionários em eleitores que se insinuam como concorrentes: Doria, social-democrata, de SP; e Witzel, social-cristão, do RJ.

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