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Nome é mote para se falar de honra

 

 

Rogério Marinho é quadro bem articulado da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, pasta que coordena a reforma da Previdência.

Ex-deputado federal pelo PSDB, Rogério é neto de Djalma Marinho, político que foi da linha de frente da dignidade nacional.

Tem de fazer o melhor para honrar o avô, personagem dos melhores capítulos da crônica político-humanista do Brasil.

Doutor Djalma, assim chamado por muitos, era presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara quando a ditadura militar pediu a cassação do jornalista-deputado Márcio Moreira Alves.

Professor de Direito, o político-jurista negou-se a cumprir solicitação-ordem do poder fardado, renunciou ao comando do colegiado e proferiu discurso tido, ainda hoje, como um dos mais importantes da história parlamentar do país.

Na oração encerrada com aplausos de colegas e repercutida na imprensa internacional, Djalma Marinho citou frase inesquecível do dramaturgo espanhol Pedro Calderón de la Barca:

“Ao rei tudo, menos a honra”.

Pós-escrito: o professor-doutor e político sinônimo de ética morreu sob toques finais dos sinos natalinos. O calendário registrava 26 de dezembro de 1981.

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