O Porquê do Blogue

Brasil está no labirinto da indefinição. O momento estimula desafios e amplia debates. Tempo, portanto, da informação que detalha e da análise que orienta, ambas matérias-primas do jornalismo parceiro da verdade. Além da intermediação entre o fato e o leitor, este espaço pretende ser mais uma trincheira dos direitos e das garantias individuais. Também, da livre iniciativa e do enquadramento do Estado, ineficiente e caro, na prestação de serviços essenciais aos cidadãos, independentemente de cor, credo e gênero. Linha editorial independente exclui associação com o poder e a oposição, mesmo se forem reconhecidas a origem legal da conquista e a respeitabilidade do seu protagonismo. É compromisso. Acompanhe e critique.

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Ler e não entender

 

                                           

             (Não sei o dia, o mês ou o ano. Foram)

 

                                              Elder Heronildes (*)

 

Li e não entendi.

Somos dois.

Eu e você, juntos ou separados.

Sem terceiros, desobrigados,

Um e outro. Só…mente.

Sem cessar, conjuntamente

Separados, um e outro,

Ninguém mais.

 

O sábado

O sábado foi feito sem mim,

Eu fui feito sem o sábado.

E não vivo no sábado,

O sábado não vive em mim.

Eu sou ele, sem que ele,

seja eu.

Ninguém pode ser sábado e

o sábado ninguém.

Já dizia ele!

Somos dois vivendo um sonho,

Inacabado e sem fim e sem começo.

Também sem sábado, finalissimamente,

Bem. Com Ele e sem Ele!

 

Entendendo

Nós nos desencontramos,

Sem vida, sem ele e sem mim.

Ele nos encontra salvando

a todos.

Com vida ou sem vida, antes ou depois dele,

mais nada.

Apenas ser, compulsivo ou convulsivo.

Liberto, eterno, só…

 

Vida ser

O homem é um animal, e complexo,

É.

Entendê-lo é preciso não

Alcança-lo, porque nem todo peso

é medido.

Não procurem ontem, que não fui,

encontrem-me hoje, que sou.

Me façam viver, sem que entenda

a vida.

Para mim e para ninguém

Já que fui só eu.

 

Complexidade

Sou um ser, e complexo, sim.

A complexidade existe em você,

Nós somos.

Somos vida na medida da vida.

Sem medir, por isso não fui decifrado.

Continuo sendo e indo ao inverso.

Não sou um sonho, sou sonambulo,

sem princípio e sem fim.

Sem ser eterno, sem infinitividade.

Instintividade ou encantamento.

A multidão me faz um ser solitário,

Numa simbiose fugidia.

Mas sou, só…nâmbulo.

(*) Advogado

 

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