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Da ditadura à incógnita do amanhã

No Brasil, a esquerda autoproclamada fez longo estágio, pós-ditadura militar, nos sindicatos e nas universidades até chegar ao poder na Nova República proclamada por Tancredo Neves.

Martirizado na sequência de várias cirurgias em Brasília e São Paulo, o mineiro, vitorioso em eleição indireta no Congresso Nacional, não assumiu porque  enfermidade impediu.

José Sarney, seu vice que colaborara com os seguidos governantes fardados, fez, com habilidade e persistência, a transição de mando dos militares para o poder civil.

Depois dele, liberal com acenos à direita, chegaram ao Palácio do Planalto o direitista Fernando Collor, cassado por corrupção, e Itamar Franco, seu vice, um complicado político cultor da honestidade.

Fernando Henrique Cardoso, intelectual social-democrata genuflexo diante da deusa da vaidade e do deus da intriga, chegou ao trono, emendou a Constituição e ganhou mais quatro anos que o levaram ao muro da lamentação.

Para sucessor do sociólogo, o eleitor escolheu Lula da Silva, sindicalista adotado pela intelectualidade sem votos que ajudou a instalar o PT na elite da política nacional. O petista recebeu a faixa presidencial depois de três derrotas. Algozes: Collor abriu o tri amargo e Cardoso encerrou ao vencê-lo duas vezes.

Soberano nas bases populares apesar das denúncias de deslizes éticos, Lula continuava principal referência político-eleitoral. Para suceder-lhe, escolheu Dilma Rousseff como guardiã do gabinete que ocupara durante oito anos.

Rousseff ganhou duas vezes sob a bandeira do lulismo. No segundo sucesso, exagerou nas cabriolas fiscais e financeiras com acréscimo de erros políticos e deslumbramento arrogante. A mineira-gaúcha foi punida com o impeachment pelo Senado, mas não perdeu os direitos políticos.

Ela, sem o padrinho Lula –  preso no cumprimento de condenação, em segunda instância, pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro –, voltou a Minas Gerais que trocara pelo Rio Grande do Sul. Pediu aos mineiros mandato de senadora. Os conterrâneos negaram-lhe o apoio para vencer. Ficou em melancólico terceiro lugar.

Michel Temer, impopular sucessor de Dilma é personagem enigmático com gestos cordiais e marcado pela acusação de receber propina. O paulista de Tietê aguarda primeiro dia de 2019 para transferir o poder ao conterrâneo de Glicério, uma incógnita batizada Jair Messias Bolsonaro.

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