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Sem alma de artista

 

Luis Carlos Alcoforado (*)

A capital do Brasil não tem sorte com políticas culturais. Olha-se no tempo e vê-se espaço vazio de comprometimento das mediocridades que deveriam desenvolvê-las.

Parece que ninguém gosta de cultura, quando se trata de ações públicas ou privadas que possibilitem a propagação da cultura em Brasília e em todo Distrito Federal.

Região é fértil para criar, mas impotente para gerar ambientes que se traduzam em convergências das manifestações artísticas, sem preconceitos à forma com que se externam.

São ciclos perdidos, sem que o poder público tenha se mostrado simpático à cultura, como um dos mais importantes instrumentos do desenvolvimento de um povo.

Se apurados ações e recursos, imagina-se desinteresse dos governantes. Depois, constata-se que, de fato, não têm compromisso. Ignoram a germinação das possibilidades múltiplas para o Distrito Federal crescer na magia das artes, conforme o poder onírico de suas variadas formas de representação.

Escolhem-se secretários de Cultura sem critérios técnico-profissionais, como se quisessem confirmar o desprezo por uma área sensível à formação da personalidade social de um povo.

Nunca a cultura é prioridade, razão por que designam gestores com o peso vazio de sua irrelevância. Preferem gastos supérfluos a investimentos na área, como dá mostra o abandono criminoso do Teatro Nacional, obra icônica do modernismo brasileiro fechada e abandonada há quase seis anos.

Sofremos todos: brasileiros e a comunidade diplomática. Vivemos numa cidade de concreto de governança sem alma artístico-cultural.

(*) Advogado. Texto redigido em 24 de novembro do ano 2018 no Whitney Museum of America Art, em Chelsea, Nova York.

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