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Simone Tebet quer a presidência do Congresso Nacional

Simone Tebet está no palco da sucessão presidencial no Senado, como protagonista. É filiada ao MDB, maior bancada na Casa. Como tradição, o partido com maior número de representantes indica o preferido pela bancada.

Há dois anos, a sul-mato-grossense estava na fila ao lado de Eunício Oliveira. O cearense foi mais rápido na composição de alianças internas. Embora sem a simpatia de alguns companheiros de mandato, foi ungido.

Oliveira pretendia recondução ao cargo, admitida porque se trata de outra legislatura. Urnas do Ceará negaram-lhe, porém, o passaporte, embora oferecidas duas vagas no pleito do primeiro domingo deste outubro. Decepcionado, o rico empresário anuncia propósito de despedir-se da vida pública.

Incentivada por colegas emedebistas e de outras siglas, Tebet, advogada com mestrado em Direito do Estado e ex-vice-governadora do Mato Grosso do Sul, assume o projeto, apesar de Renan Calheiros, alagoano reeleito, pretender retorno à presidência.

Como o momento nacional não lhe favorece pelo acúmulo de processos em trâmite no Supremo Tribunal Federal, Calheiros, hábil profissional na administração do tempo, deve aguardar a mudança da Mesa em 2021.

Pós-escrito: há dois anos, Simone teve seus bens bloqueados pela Justiça por solicitação do Ministério Público Federal. Motivo: irregularidades em obras no município de Três Lagoas, município que havia governado.

Sindicalistas em queda

Bancada sindical na legislatura, que começa primeiro dia de fevereiro de 2019, será menor do que na atual.

Foram eleitos 33 representantes à Câmara dos Deputados, contra os 51 que cumprem mandato.

Serão 18 parlamentares ligados ao sindicalismo a menos, no debate da pauta dos temas previdenciários e trabalhistas.

Queda segue tendência desde pleito de 2014, quando a bancada sindical caiu de 83 para 51 membros.

Levantamento é do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, com base nos dados oficiais da Justiça Eleitoral.

Contraponto de ACM

Antônio Carlos Magalhães Neto não entra em campo, mas usa aliados para diminuição da diferença elevada, no Nordeste, em desfavor de Jair Bolsonaro.

Caravanas nas ruas de Salvador e outras grandes cidades da Bahia são o contraponto dele em relação a Fernando Haddad, majoritário no estado.

Presidente nacional do DEM e prefeito (reconduzido) da capital, ele será candidato ao governo estadual em 2022.

Voz da agropecuária

Tereza Cristina

Trecho de comentário da deputada Tereza Cristina (DEM-MS):

“As pessoas entenderam que é preciso encerrar esse ciclo desastroso. Por causa dele, vivemos agora várias crises”.

Ela preside a Frente Parlamentar Agropecuária.

Excelências no limbo

Preso em Curitiba, onde cumpre pena por condenação em segunda instância – corrupção passiva e derivados –, ex-presidente Lula da Silva é referência eleitoral na campanha deste ano, mas não como seus aliados esperavam.

Fernando Henrique Cardoso, personagem que governou o Brasil e citado com destaque nos veículos de comunicação, não conseguiu evitar eliminação de Geraldo Alckmin, seu candidato, no primeiro turno do pleito para o Planalto.

José Sarney acompanhou, sem condições de reverter, a derrota prevista de dois filhos. Roseana caiu na primeira fase do embate para voltar ao governo do Maranhão e o deputado Zequinha foi derrotado nas urnas para o Senado.

Dilma Rousseff, governante cassada pelo Legislativo com aquiescência do Judiciário, foi massacrada no pleito em que buscava uma das duas vagas para o Senado. Ficou em quarto lugar com baixo índice de apoio dos conterrâneos mineiros.

Fernando Collor, outro com passagem no poder nacional, renunciou ao mandato presidencial para evitar o impeachment anunciado. Desistiu de tentar o retorno ao governo de Alagoas, por subnutrição eleitoral. Continua senador até janeiro de 2023.

Assim falou Teorilang

“O verdadeiro caráter de um homem irá se manifestar apenas quando lhe for delegado poder; pois quando tiver o destino de outros à sua mercê é chegada a hora de avaliar que tipo de animal habita o seu ser” (Ivan Teorilang, pseudônimo de José Ivan Teori, jornalista e poeta brasileiro).

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