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Indefinição na luta de Doria e França pelo governo paulista

Indefinida disputa para governador de São Paulo. No maior colégio eleitoral do país – ao redor de 33 milhões de pessoas aptas ao voto –, 4,6 pontos percentuais separam o líder, João Doria (PSDB), do recandidato Márcio França (PSB). Tucano crava 52,3% dos votos válidos contra 47,7% do socialista com toques de liberal.

Nas urnas da fase eliminatória, Doria teve quase 10% de vantagem. A partir daí o ex-prefeito da capital começou a perder intensidade. O terceiro colocado, Paulo Skaf (MDB), aderiu ao projeto de França, governante que, na busca da renovação do mandato, confirma habilidade no desmonte da estrutura adversária.

Cúpula do tucanato está insatisfeita com “ações intempestivas próximas de manobras aéticas” do postulante partidário ao Palácio dos Bandeirantes. Doria é acusado por grão-duques da social-democracia de ter prejudicado a desacreditada campanha de Geraldo Alckmin, seu ex-padrinho político, a presidente do Brasil.

Bolsonaro cinde PDT

Três dos quatro representantes do PDT na finalíssima do pleito para governos estaduais contrariam posicionamento da cúpula nacional na campanha para o Planalto.

Amazonino Mendes (AM), Carlos Eduardo Alves (RN) e Odilon Oliveira (MS) ignoram ‘apoio crítico’ de Ciro Gomes, terceiro lugar na fase eliminatória de pretendentes ao ‘trono’ da República, e sobem ao palanque de Bolsonaro.

Waldez Góes (AP), o quarto, examina o cenário.

Convém o lembrete

Discrição é o mínimo que se espera de um magistrado, desde o juiz de primeira instância ao togado do Supremo Tribunal Federal.

Forte grito antipolítico

Autora do livro ‘O Ódio como política: a reinvenção das direitas no Brasil’, Esther Solano, doutora em Ciências Sociais e professora da Universidade Federal de São Paulo, detalha três componentes do tsunami ideológico na República Surrealista dos Trópicos.

Esther Solano

Depoimento de Solano:

“Tem um antipetismo muito forte, relacionado à crise econômica aguda e à corrupção que foi associada ao partido. Tem um grito antipolítico muito forte, que é a negação da política tradicional. E, principalmente entre os eleitores de Jair Bolsonaro, há desejo de mudança muito forte e expectativa de que ele vai mudar alguma coisa.”

Para a mestra-escritora, o representante do PSL é a esperança daqueles que se consideram antissistema; e Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, referência dos órfãos do lulismo e dos que temem o bolsonarismo.

Embate de ódio, medo e esperança prossegue a 12 dias da escolha do sucessor de Michel Temer, emedebista campeão de impopularidade e sobrecarregado de denúncias.

Incógnita na Câmara

Segundo levantamento da Câmara, índice de renovação foi de 47,3%, o maior da casa nos últimos 20 anos.

Nas eleições de 2002 a 2014, percentual foi, na média, de 37,5% pontos. Até então, a eleição com maior número de novos rostos havia sido a de 2014, com 39% no registro de mudanças.

Como a orientação dos novatos no Congresso pode ser considerada incógnita, alternativa para o novo governo pode ser a de tentar recuperação dos votos perdidos de parlamentares das siglas favoráveis às reformas, mas que se abstiveram nas votações da atual legislatura.

Tucanos na oposição

Senador com mais quatro anos de mandato, Tasso Jereissati avisa que o PSDB fará oposição ao próximo governo, “seja Jair Bolsonaro o presidente, seja Fernando Haddad”.

Para o empresário e ex-dirigente nacional do tucanato, “o grupo de Bolsonaro é muito perigoso” e, por isso, colegas do Senado já se articulam em um “bloco do bom senso” de resistência às empreitadas radicais.

Jereissati lamenta “ventania eleitoral no Congresso porque derrubou bons, que eram poucos, e ruins”.

Minas julga Dilma

Dilma Rousseff

Votação de Dilma Rousseff para o Senado desenha opinião dos mineiros a respeito da presidente da República cassada pelo Congresso Nacional.

Quarto lugar na disputa de vaga dupla – portanto, eleitor com direito a votar em dois postulantes a senador – no pleito de 7 de outubro, disse muito acerca da opinião do eleitor sobre a história político-administrativa da senhora Rousseff.

Teve 15,99% dos votos válidos.

Assim falou Maluf

“Não se pode comprar deputados. Sabe por quê?  Eles saem por aí contando e você se desmoraliza com o eleitorado” (Paulo Maluf, político brasileiro).

 

 

 

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