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PSDB, do vitorioso Fernando Henrique ao derrotado Alckmin

Após temporada de oito anos na Presidência da República, Fernando Henrique Cardoso como protagonista, o PSDB perdeu cinco eleições nacionais consecutivas.

Lula da Silva, duas vezes derrotado pelo sociólogo, bateu José Serra (2002) e Geraldo Alckmin (2006). Dilma Rousseff herdou o ‘trono’ ao vencer Serra (2010) e o manteve em 2014 quando superou Aécio Neves em renhida guerrilha financiada por milhões de reais.

No primeiro domingo deste outubro, o quinto insucesso. O de agora foi desconcertante. Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo e frágil dirigente nacional do tucanato, foi eliminado no primeiro turno do pleito para sucessão de Michel Temer (MDB), confuso e impopular hóspede do Palácio do Planalto.

É crescente a intrigalhada que leva a social-democracia às ações belicosas internas e ao desprestígio externo. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, tucanos históricos trabalham para derrotar o ambicioso e volúvel companheiro João Doria, desafiante do socialista (?) Márcio França, governador em busca da renovação do mandato.

Bom de voto, Doria lidera pesquisas para ganhar governança estadual após confuso estágio na prefeitura paulistana. Lá chegara, em janeiro de 2017. No ano anterior, derrotara, na fase eliminatória, o recandidato Fernando Haddad, esquerdista de butique que agora enfrenta, com inferioridade nas intenções de voto, o candidato do PSL a presidente do Brasil, deputado Jair Bolsonaro, direitista arrebatado.

Piada sem graça

Lembre-se declaração raivosa, que rima com invejosa, de Ciro Gomes.

Na campanha do primeiro turno e diante dos sinais de que não seria promovido ao pleito final, o então candidato do PDT ao Planalto disse “Nem a pau, Juvenal”, quando lhe perguntaram se apoiaria Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

Ficou no mais ou menos, conforme comunicação oficial antes de viajar à Europa “para repouso e consultas médicas”.

Gomes informou que dava “apoio crítico” a Haddad.

Momento é confuso 

Paulo Guedes

Citado como provável ministro da Fazenda em eventual governo de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes é investigado como suspeito de fraude em fundos de pensão.

Na mesma operação do Ministério Público Federal, dirigentes das entidades – pessoas indicadas pelas cúpulas do PT e do MDB – são chamados para depor.

Trabalho é dirigido pela força-tarefa da Operação Greenfield.

Tucano bate emedebista

Imprevisível desfecho no embate para o Executivo do Rio Grande do Sul. No primeiro turno, Eduardo Leite (PSDB) ganhou do recandidato José Ivo Sartori (MDB) por 4,3 pontos percentuais.

Confirma-se, por enquanto, tradição no estado. Gaúchos não reelegem governador desde a instalação da Nova República após o fim da ditadura militar.

Curvas da política

Pilhéria ou não, quem fala é Lula da Silva.

Frase curta, mas sintomática:

“(Fernando) Haddad tem cara de tucano”.

E, agora, o ex-presidente e o grão-ducado petista são cabos eleitorais do advogado-professor que foi prefeito de São Paulo e ministro da Educação.

Até agora, o PT é a única filiação partidária de Haddad.

Mão à palmatória

Tem-se impressão de o jornalismo brasileiro produzir o maior número de cientistas políticos por metro quadrado nas redações e agências de notícias.

Majoritariamente, acertam no diagnóstico. Falham, porém, no prognóstico.

Profissionais da área devem dar a mão à palmatória.

Assim falou Miro

“Conservadorismo democrático não assusta. Esquerda democrática, idem. Totalitarismo, de qualquer lado, é inadmissível” (Miro Teixeira, político brasileiro).

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