O Porquê do Blogue

Brasil está no labirinto da indefinição. O momento estimula desafios e amplia debates. Tempo, portanto, da informação que detalha e da análise que orienta, ambas matérias-primas do jornalismo parceiro da verdade. Além da intermediação entre o fato e o leitor, este espaço pretende ser mais uma trincheira dos direitos e das garantias individuais. Também, da livre iniciativa e do enquadramento do Estado, ineficiente e caro, na prestação de serviços essenciais aos cidadãos, independentemente de cor, credo e gênero. Linha editorial independente exclui associação com o poder e a oposição, mesmo se forem reconhecidas a origem legal da conquista e a respeitabilidade do seu protagonismo. É compromisso. Acompanhe e critique.

Entre em contato!
walgom@uol.com.br

José Serra reconhece: “Povo mandou o PSDB para oposição”

José Serra quebra o silêncio. Com passagem em cargos administrativos e políticos estratégicos – de ministro de Estado a governador de São Paulo –, o senador não alimenta ilusões.

Entendeu o pronunciamento dos brasileiros com domicílio eleitoral em quase todas as cidades localizadas nos quatro pontos cardeais e colaterais do país-continental.

O povo, com o seu potencial de decisão, “mandou o PSDB para a oposição”. Urnas de domingo (7) eliminaram “nosso candidato” no primeiro turno, fato inédito na Nova (?) República.

Na linha do que disseram outras excelências da social-democracia, como Fernando Henrique Cardoso, frisou: “Não nos cabe, como partido, fazer propostas e muito menos ofertas”.

Sobre seu posicionamento dia 28, data de definição, José Serra foi conclusivo:

“Falta-me disposição para apoiar o reacionarismo cultural do (Jair) Bolsonaro ou uma nova aventura petista”.

Agenda é inadiável

Reforma tributária está na pauta prioritária dos finalistas do embate cujo troféu é a faixa presidencial.

Tanto Jair Bolsonaro (PSL) quanto Fernando Haddad (PT) consideram “inadiável” para empreendedores, contribuintes e futuro do país em crise.

Queda de Rousseff

Além da derrota na disputa de cadeira no Senado – ficou em quarto lugar –, Dilma Rousseff (PT-MG) está marcada pelas duas denúncias oficializadas por Rodrigo Janot, então procurador-geral da República.

Ex-presidente da República foi acusada de integrar organização criminosa para desviar recursos da Petrobras e de obstruir a Justiça no caso da nomeação de Lula da Silva para ministro-chefe da Casa Civil.

Vitória da dedicação

Tabata Amaral

Talento incentivado pela dedicação levou Tabata Amaral, paulistana da periferia da Zona Sul, à Universidade de Harvard (EUA) e, agora, aos 24 anos, à Câmara dos Deputados.

Filiada ao PDT, somou quase 270 mil votos para conquistar o sexto lugar na disputa de mandato no Legislativo.

Amaral tem missão prioritária a cumprir no Parlamento. São três ações que se interligam: carreira de professor, financiamentos do Fundeb e reforma do ensino médio.

Para facilitar o trabalho, reivindica do seu partido vaga na Comissão de Educação da Casa, onde terá quatro anos iniciais para confirmar referências que a enaltecem.

Todos contra Doria

É possível que João Doria tenha mais amigos próximos em outros partidos do que no PSDB.

Coleciona críticos na legenda pela qual se elegeu prefeito da capital paulista, no primeiro turno do pleito de 2016, e, dia 28, disputa, na fase conclusiva, Executivo estadual.

Promoção à final como o mais votado, Doria enfrenta o hábil Márcio França (PSB), herdeiro do ‘trono’ de São Paulo porque era vice do tucano Geraldo Alckmin acuado nas urnas eliminatórias para presidente da República.

Doria lidera intenção de voto, mas expectativa é de pressão altíssima contra sua ambiciosa caminhada.

Luís Roberto Barroso

Força da denúncia

Comentário-denúncia de Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, sublinha que o problema da Corte não é pressão, como propalam alguns magistrados.

Observação grave, muito grave, de Barroso:

“É juiz que faz favor e acha que o poder existe, não para fazer o bem e a justiça, mas para proteger os amigos e perseguir os inimigos”.

Assim falou Betinho

“O Brasil tem fome de ética e passa fome em consequência da falta de ética na política” (Herbert de Souza – o Betinho –, ativista de direitos humanos e sociólogo brasileiro).

 

Sem comentários
Escrever um comentário