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Jaques Wagner aconselha Haddad a atuar como protagonista

Jaques Wagner aconselha Fernando Haddad a assumir candidatura à Presidência da República como incumbência do PT apoiada por legendas solidárias. Não deve falar e agir como representante de Lula da Silva, mas de coligação partidária com personalidade político-eleitoral.

O conselheiro não é homem público qualquer. Carioca com domicílio eleitoral na Bahia, que governou duas vezes, representou na Câmara dos Deputados e, agora, eleito senador com votação demonstrativa de sua liderança no estado que lhe adotou.

Wagner foi ministro nos governos petistas – Trabalho, Relações Institucionais (coordenação política), Defesa e Casa Civil – e era o preferido para concorrer à sucessão do presidente Michel Temer (MDB) sob a bandeira do petismo.

Não quis e encerrou a conversa. Considera Haddad apto para liderar o projeto.

Por isso, no segundo turno, o vitorioso Jaques participa da equipe de coordenação política do candidato que foi prefeito de São Paulo sem conseguir a reeleição.

Mensagem aos eleitores

Sexta-feira (12), reinício da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê.

Tempo é igual para os finalistas nos embates de governos estaduais e Presidência da República.

Coincidência: dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, feriado para alongar o fim de semana.

Senadora apoia Bolsonaro

Ana Amélia Lemos

Vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na frustrada chapa para o Planalto, Ana Amélia Lemos (PP-RS) anuncia apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

Explicação da senadora:

“Nas grandes decisões, os gaúchos não admitem neutralidade. Fui uma das maiores defensoras do impeachment de Dilma Rousseff e uma das vozes mais fortes no Senado contra o desgoverno do PT. Não quero que o país corra o risco da volta do petismo ao poder”.

Pós-escrito: líder nas intenções de voto para renovar mandato parlamentar, ela aceitou, após duas ou três negativas, compor a dupla sem alimentar ilusão de vitória.

Manobra de FHC

Fernando Henrique Cardoso repete para divulgação o que dizia nas conversas informais:

“Não apoio (Fernando) Haddad nem (Jair) Bolsonaro. Eles não explicitaram compromisso com o que creio”.

Mais:

“Por que haveria de me pronunciar sobre candidaturas que ou são contra ou não se definem sobre temas que prezo para o país e o povo?”

Decisão das urnas

Em Pernambuco, três ex-ministros com mandatos parlamentares foram surrados nas urnas de domingo (7).

Senador Armando Monteiro (PTB) perdeu na segunda tentativa – a primeira foi em 2014 –, para Paulo Câmara (PSB), a disputa do governo estadual.

Monteiro foi titular da pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no segundo mandato (não completado) da presidente Dilma Rousseff.

Postulantes ao Senado, os deputados Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB) ficam fora do Congresso. Serviram ao presidente Michel Temer (MDB).

Democrata foi titular da Educação; o tucano, das Cidades.

Alvo do insucesso

Arthur Virgílio e Geraldo Alckmin

São recorrentes sugestões para Geraldo Alckmin renunciar à presidência nacional do PSDB.

Movimento iniciou-se no Norte com Arthur Virgílio, prefeito (reconduzido) de Manaus e personagem da história do tucanato. Logo seguiu em direção ao Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Arthur foi deputado, senador e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República na governança Fernando Henrique Cardoso.

Crise na social-democracia ampliou-se com eliminação de Alckmin no primeiro turno da eleição para o Planalto e divergências em São Paulo, principal base da social-democracia na República Surrealista dos Trópicos.

Amanhã tem pesquisa

Datafolha divulga amanhã (quarta-feira, 10) números da intenção de voto para presidente do Brasil.

Mauro Paulino, diretor do instituto, confirma anúncio dos índices referentes ao turno conclusivo que começam a ser apurados hoje.

Assim falou Rommel

“Quando não há uma opção clara, é melhor não fazer nada” (Erwim Rommel, militar alemão).

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