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Bolsonaro derrota Haddad, mas não decide corrida ao Planalto

Urnas subscreveram o que as pesquisas constataram nas ruas. Placar foi elástico, mas os 46% de Jair Bolsonaro contra os 29% de Fernando Haddad foram insuficientes para decisão. Índices mostram, porém, que o representante do PSL inicia campanha do segundo turno com vantagem de 17 pontos percentuais. No quesito rejeição, ambos caminham em degraus desconfortáveis.

Na fase de definição, Bolsonaro e Haddad precisam explicar seus programas de governo. No embate de classificação, repetiram frases para impressionar bases populares. O deputado prometia ética, segurança e recuperação da economia fragilizada. O ex-prefeito de São Paulo, mais recente ‘herdeiro’ de Lula da Silva, declarava a volta mágica ao Brasil feliz com casa, comida e emprego para o povo.

Ambos festejam o sucesso preliminar. Superaram profissionais de disputas pelo Planalto, como Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin. Falta muito, ainda, e o povo já não crê em tudo que ouve. Lembrem-se, Jair e Fernando, que prometer e declarar podem ser proclamação da vontade, mas não o mapa do realismo, angustiante carência nacional de pobres, remediados e ricos.

Ilumina-se o palco para o ato final.

Dispensa-se conversa fiada.

Quarteto da decepção

Votações decepcionantes no embate do primeiro turno para presidente do Brasil.

Personagens com história foram humilhados no domingo, 7 de outubro de 2018.

Quarteto, pela ordem alfabética: Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede).

Minas derrota PT

Romeu Zema

PT fica sem palanque em Minas Gerais e PSL amplia apoios no estado.

Governador recandidato, Fernando Pimentel foi eliminado nas urnas de domingo (7). Dilma Rousseff ficou em quarto lugar na disputa de uma das duas cadeiras disponíveis no Senado.

Romeu Zema (Novo), classificado na primeira posição da disputa para o Palácio da Liberdade, é aliado de Jair Bolsonaro.

Antonio Anastasia (PSDB), senador que pretende voltar ao ‘trono’ estadual em oposição a Zema, é antipetista histórico.

Ajuda de derrotados

Conforme pesquisa do Datafolha, 67% dos eleitores de Ciro Gomes, na primeira etapa da sucessão presidencial, tendem a votar em Fernando Haddad dia 28.

Entre os que apoiaram Geraldo Alckmin, 45% revelaram preferência pelo petista. Bloco de 32% solidariza-se com o projeto de Jair Bolsonaro e 23% não sabem.

Agenda para 2022

Desenha-se crescente liderança em Alagoas.

Rodrigo Cunha (PSDB), deputado estadual ganhador da primeira cadeira de senador na eleição de domingo, foi lançado à sucessão estadual em 2022.

Advogado de 37 anos, o tucano superou Renan Calheiros (MDB). O emedebista associado ao Partido dos Trabalhadores renovou mandato no Senado na segunda posição.

Pós-escrito: filho homônimo de Calheiros reelegeu-se, com votação recorde, governador dos alagoanos.

OEA elogia Brasil

Laura Chinchilla

Representante da Organização dos Estados Americanos no acompanhamento do primeiro turno eleitoral no Brasil, Laura Chinchilla atestou “normalidade no pleito” e segurança nas urnas eletrônicas.

Ex-presidente da Costa Rica, república de cinco milhões de habitantes na América Central, Chinchila elogiou “incorporação de tecnologia digital ao processo eleitoral”.

Sublinhou, sobretudo, o e-título (documento digital do eleitor).

Rejeitados nas urnas

Seis governantes estaduais foram eliminados no primeiro turno da eleição em que tentavam renovar o mandato.

Nomes, partidos e unidades federativas: Cida Borghetti (PP-PR), Fernando Pimentel (PT-MG), José Eliton (PSDB-GO), Pedro Taques (PSDB-MT), Robinson Faria (PSD-RN) e Suely Campos (PP-RR).

Avanço com aplausos

Mulheres são maioria na bancada do Distrito Federal no Parlamento da República.

Na Câmara, cinco dos oito lugares foram conquistados por destemidas que seguem na ordem alfabética: Bia Kicis (PRP), Celina Leão (PP), Erika Kokay (PT), Flávia Arruda (PP) – a mais votada -, e Paula Belmonte (PPS).

Leila Gomes de Barros (PSB) – a Leila do Vôlei – é a primeira representante feminina do Distrito Federal no Senado.

Assim falou Weber

“A democracia não é obra acabada. É conquista diária em constante construção” (Rosa Weber, jurista brasileira).

 

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