O Porquê do Blogue

Brasil está no labirinto da indefinição. O momento estimula desafios e amplia debates. Tempo, portanto, da informação que detalha e da análise que orienta, ambas matérias-primas do jornalismo parceiro da verdade. Além da intermediação entre o fato e o leitor, este espaço pretende ser mais uma trincheira dos direitos e das garantias individuais. Também, da livre iniciativa e do enquadramento do Estado, ineficiente e caro, na prestação de serviços essenciais aos cidadãos, independentemente de cor, credo e gênero. Linha editorial independente exclui associação com o poder e a oposição, mesmo se forem reconhecidas a origem legal da conquista e a respeitabilidade do seu protagonismo. É compromisso. Acompanhe e critique.

Entre em contato!
walgom@uol.com.br

PT corrupto não pode liderar esquerda, diz Luciana Genro

“A esquerda não pode nem deve mais ser liderada pelo PT”, doutrina Luciana Genro, ex-quadro da sigla que concorreu à Presidência da República em 2014 sob a bandeira do PSOL, onde permanece, e foi eliminada no primeiro turno.

Explica sua posição:

“O Partido dos Trabalhadores se envolveu em malandragem e se tornou igual aos outros partidos corruptos. O desencanto se consolidou com a condenação de Lula, em segunda instância, acusado de corrupção e agora preso”.

Filha de Tarso Genro, político digno três vezes ministro de Estado nas duas primeiras gestões petistas e ex-governador do Rio Grande do Sul, Luciana, com dois mandatos de deputada federal, deve eleger-se, neste domingo, à Assembleia Legislativa gaúcha.

Escorregão de FHC

Fernando Henrique Cardoso cometeu deslize político do tamanho da sua vaidade.

Disse que o PSDB “poderia se aliar ao PT” no segundo turno para deter Jair Bolsonaro na caminhada ao poder.

Reação de Geraldo Alckmin nem foi rápida para parecer hostilidade a Cardoso nem demorou para conter hipótese fora de pauta.

Presidente nacional do PSDB e candidato ao Palácio do Planalto na quarta colocação, o ex-governador de São Paulo vai direto ao assunto:

“Não me alio a radicais como o PT e (Jair) Bolsonaro”.

Conselho de economista

André Lara Resende

André Lara Resende (*) diz que a forma como se faz política no Brasil apodreceu.

Para o economista, o “jogo fisiológico tem de ser abandonado para se resolver a crise criada pelo presidencialismo de coalizão”.

Mais:

“O país foi tomado por forças patrimonialistas, grupos de captura de renda que funcionam como um cupim”.

Resende foi diretor do Banco Central, assessor especial de FHC, então hóspede do Palácio do Planalto, e, no mesmo governo, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

(*) Autor do livro ‘Os limites do possível – A economia além da conjuntura’.

Parlamento na berlinda

São apenas cinco em cada 100 os brasileiros satisfeitos com o trabalho dos 594 membros do Congresso Nacional – 513 deputados e 81 senadores.

Repúdio popular chega a 60% das pessoas entrevistadas pela equipe do instituto Datafolha.

Lembre-se o que dizia, repetidamente, Ulysses Guimarães, emedebista de São Paulo que presidiu a Câmara dos Deputados:

“Representação parlamentar de hoje é melhor do que a próxima”.

Personagens e fatos confirmam.

Questão de tempo

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad gravaram alguns programas para divulgação no segundo turno.

Líder nas pesquisas, candidato do PSL espera, entretanto, definição amanhã (dia 7).

Petista considera “absolutamente certo” novo período de embate eleitoral.

Haddad parece mais próximo da realidade desenhada.

Mapa dos destaques

Jair Bolsonaro, Fernando Haddad e Ciro Gomes

Liderança nos estados identificada pelos institutos de pesquisa, véspera da visita às urnas.

Ciro Gomes (PDT) ganha no Ceará, sua base eleitoral.

Fernando Haddad (PT) lidera em sete: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.

Jair Bolsonaro está na frente no Distrito Federal e em 15 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá, Amazonas.

Nas outras unidades federativas, equilíbrio entre Haddad e Bolsonaro.

Assim falou Stalin

“As pessoas que votaram não decidem nada. As pessoas que contam os votos decidem tudo” (Josef Stalin, político russo).

Sem comentários
Escrever um comentário