O Porquê do Blogue

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Michel dá radiografia do país ao sucessor saído das urnas

Sucessor de Michel Temer no Palácio do Planalto vai receber radiografia da situação do país, “a mais isenta possível”, conforme o chefe do governo que conclui o mandato no último dia deste conturbado 2018.

Com o documento elaborado por equipe técnica “sensível aos complicadores políticos”, deseja oferecer informações objetivas, como base preliminar, para montagem da estratégia nacional de desenvolvimento econômico e social do próximo quadriênio.

Há sete importantes fatores de risco ao país chamado Brasil e apelidado República Surrealista dos Trópicos:

*Fragmentação política impede que sejam implementadas indispensáveis medidas à consolidação do equilíbrio fiscal;

*Reduzida capacidade para atrair investimentos privados;

*Defasagem na incorporação de avanços tecnológicos;

*O descasamento entre conquistas econômicas, sociais e ambientais;

*Reestruturação do crime organizado em resposta às ações da Segurança Pública;

*Ampliação dos fluxos migratórios nos países sul-americanos;

*Reflexos da intensificação de tendências da degradação ambiental e menor frequência de eventos climáticos extremos – seca e chuva.

Debate, que debate?

Em respeito à realidade, é preciso dizer que a Rede Globo não promoveu debate entre candidatos à Presidência da República.

Ontem (quinta-feira, 4), houve simplório interrogatório, mesmo quando os postulantes tiveram liberdade para questionar o oponente.

Além do mais, o horário foi inconveniente.

Reconheça-se, porém, o esforço do mestre de cerimônias para evitar deslizes de indelicadeza ocorridos quando presidenciáveis foram tratados como réus em ‘interrogatórios’ no Jornal Nacional.

Coisas da política

Mantida contabilidade das pesquisas, líder e vice-líder na disputa do governo de São Paulo apoiam projeto presidencial de Jair Bolsonaro (PSL).

João Doria (PSDB) e Paulo Skaf (MDB) definiram rumo comum desenhado desde início da campanha.  Voto contra retorno do PT ao poder nacional.

Conforme Datafolha, tucano soma 32% das intenções de voto; emedebista, 27%.

Luta que compensa

Mara Gabrilli

Mara Gabrilli (PSDB) surpreende e aproxima-se da transferência da Câmara dos Deputados para o Senado.

Com 21% a 22% de apoio dos eleitores de São Paulo, atestam empresas de pesquisa, ganha a segunda cadeira disponível neste pleito.

Eduardo Suplicy (PT) reconquista mandato senatorial, perdido em 2014. Intenção de voto do vereador é menor que a esperada, mas crava de 25% a 27%, segundo Datafolha e Ibope.

Liberdade para escolher

Brasil ganhou 4,5 milhões de eleitores em comparação com a eleição geral realizada em 2014.

Hoje, são 147,3 milhões de pessoas aptas ao voto domingo (dia 7), primeiro turno do embate para presidente da República, governadores estaduais e do Distrito Federal, além da escolha, em votação única, para o Congresso Nacional e assembleias legislativas.

Foi de 3,1% acréscimo sobre os 142,8 milhões de votantes há quatro anos.

Apoio contra rejeição

Foi-se o último debate (?) do primeiro turno sem o confronto do líder nas intenções de voto, Jair Bolsonaro (PSL), com o seu principal concorrente, Fernando Haddad (PT).

No quesito rejeição, Bolsonaro também está na dianteira (42%) e Haddad (37%) na vice-liderança.

Assim falou Fidel

“Um revolucionário pode perder tudo – a família, a liberdade, até a vida. Menos a moral” (Fidel Castro, político cubano).

 

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