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Pesquisas colocam Bolsonaro na final da corrida ao Planalto

Partido dos Quartéis, apelidado Arena, governou o Brasil durante 21 anos. Autoritários e objetivos os fardados dispensaram o voto direto e adotaram o submisso colégio eleitoral para garantir mandatos consecutivos.

Exerceram o poder absoluto de 1964 a 1985, mas cumpriram o ritual do mandato de período determinado para o militar-ditador. Os dois primeiros eram marechais: Castello Branco, discreto e culto, sucedido por Costa e Silva, típico homem da caserna.

Depois deles, três generais. Dois durões: Garrastazu Médici e Ernesto Geisel. Transição dos fardados para os paisanos coube a João Baptista Figueiredo, folgazão com recaídas agressivas de indelicadeza.

Sob pressão das ruas com a bandeira ‘Diretas, já’, o regime discricionário tombou. Foi o Congresso Nacional, com enxertos de representantes dos legislativos estaduais, que elegeu Tancredo Neves. Enfermo, o mineiro não assumiu.  Coube ao maranhense José Sarney, que apoiara a ditadura, governar e, faça-se justiça, garantir transição tranquila para a democracia plena. Seu sucessor foi Fernando Collor, um desastre previsto.

PT ganhou quatro eleições para presidente do Brasil. A última foi em 2014, quando a então governante reeleita, Dilma Rousseff, foi retirada do poder pelo Congresso Nacional. Antes dela, dois períodos de Lula da Silva.

O Partido dos Trabalhadores governou o país durante quase 15 anos. Sob a liderança de Fernando Henrique Cardoso, o PSDB derrotou o ícone petista duas vezes e ficou oito anos no poder. Depois, perdas consecutivas do tucanato. José Serra, marcado por duas derrotas – uma, imposta por Lula; outra, por Dilma, protegida do dono do PT. Geraldo Alckmin foi derrotado pelo senhor Silva e Aécio Neves, o trêfego, pela senhora Rousseff.

‘Reina’ agora o emedebista Michel Temer, indeciso herdeiro do desastroso segundo mandato da afilhada que enganou o padrinho, agora preso em Curitiba com o carimbo de corrupção passiva.

Fim de semana, urnas eletrônicas entram em ação para definir o sucessor do senhor Michel.

Líder nas pesquisas sobre intenção de voto, militar da reserva com mandato de deputado federal, Jair Bolsonaro (PSL) submete-se ao julgamento dos brasileiros.

A três dias e algumas horas da definidora agenda eleitoral, o paulista de Glicério será promovido ao turno da decisão – dia 28, último domingo deste outubro.

Mantido cenário desenhado pelas pesquisas, seu concorrente será Fernando Haddad, petista escolhido por Lula, ‘dono’ do Partido dos Trabalhadores.

Chegou tarde, parece

Manifesto, com atraso, tem repercussão mínima na segunda difícil campanha do tucano Geraldo Alckmin à Presidência do Brasil. Na primeira, chegou ao segundo turno; na de agora, pode ser eliminado domingo (7).

Com quase uma centena de signatários-personalidades, o documento clama pelo “compromisso radical com a democracia” e pede urgência nas reformas.

Fernando Henrique Cardoso é o primeiro subscritor.

Seguem-no, na abertura dos assinantes, cientista político Rubens Figueiredo, economista Samuel Pessôa, cineasta João Batista de Andrade, administrador Guilherme Setúbal e o educador Cláudio Moura e Castro.

Organização do movimento coube a Antonio Lanzana, Gustavo Dedivitis, José Álvaro Moisés, Roberto Macedo e Rubens Figueiredo.

Assunto para psiquiatra

Interrogado sobre posições controversas de Ciro Gomes, seu adversário do PDT na corrida ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PSL) foi sucinto:

“Não sou psiquiatra para analisa-lo”.

Pauta sem surpresa

Geraldo Alckmin

Centrão, cuja estratégia é a debandada sem remorso, iniciou o adeus à candidatura do tucano Geraldo Alckmin.

Turma do Norte-Nordeste divide-se entre o palanque de Fernando Haddad (PT) e o de Jair Bolsonaro (PSL).

No Sul, o líder (intenção de voto e rejeição) ganha a maioria dos adeptos do social-democrata.

O mesmo ocorre no Sudeste e Centro-Oeste.

Maravilhas na Justiça

Há Trio Maravilha no esporte, nas artes cênicas, na vida social e outros tantos por aí afora.

Redes sociais descobriram que o Supremo Tribunal Federal tem também o seu.

E nominam: Dias Toffoli, paulista; Gilmar Mendes, mato-grossense; e Ricardo Lewandowski, fluminense.

Pós-escrito: Toffoli e Lewandowski foram nomeados por Lula da Silva; Mendes, por Fernando Henrique Cardoso.

Decisão ainda distante

Cenário de hoje para governador de São Paulo é desenhado com as cores do empate técnico.

João Doria (PSDB), primeiro lugar, desceu de 25 pontos percentuais para 24%, conforme levantamento do Datafolha. Paulo Skaf (MDB), mantém-se na marca dos 22% e na vice-liderança.

Márcio França (PSB), governante com rejeição média em campanha para renovar o mandato, subiu para 14%.

Ainda não assusta, mas incomoda tanto a Doria quanto a Skaf.

Assim falou Marley

“O demônio sempre se infiltra entre os políticos. Então, eles começam a brigar entre si. O poder se transforma em uma questão de orgulho. Não tem mais nada a ver com vivermos juntos e acabarmos com a guerra” (Bob Marley, cantor e compositor jamaicano).

 

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