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Velloso vê Supremo como corte penal de segunda classe

“Desgraçadamente, o Supremo Tribunal Federal vem se transformando em uma corte penal, mas com a marca de corte penal de segunda classe”.

Comentário de Carlos Velloso, ex-presidente da entidade-cúpula da Justiça no país, ocorreu em almoço-reunião do Instituto dos Advogados de São Paulo.

Jurista atribui a involução “à excrescência do foro privilegiado”.

Na época de Velloso no STF, togados falavam fora dos autos apenas como pacificadores. Agora, divididos no pior sentido, alguns são personagens de comédias burlescas.

Além do Supremo, Velloso presidiu o Superior Tribunal de Justiça e o Tribunal Superior Eleitoral.

Curto-circuito político

DEM expõe irritação com manobras do PSDB para os dois partidos fecharem aliança na campanha ao Planalto.

Tucanos querem ponto final na pré-candidatura de Rodrigo Maia e, na sequência, anúncio de apoio ao projeto eleitoral de Geraldo Alckmin.

Argumento: o democrata não passa de um ponto nas pesquisas dos grandes institutos. O ex-governador de São Paulo decuplica intenções de voto em relação às favoráveis ao presidente da Câmara dos Deputados.

‘Coronel-senador’ lidera

Renan Calheiros e Renan Filho

Renan Calheiros anuncia que vai pedir permissão à Justiça para visitar Lula da Silva em Curitiba, onde o ex-presidente do Brasil é hóspede da Polícia Federal.

Dissidente do MDB, senador aliou-se ao PT para fortalecer seu projeto de reeleição em Alagoas.

Calheiros inclui na cesta básica da composição político-eleitoral o filho homônimo, também acusado de corrupção, que pleiteia renovação do mandato de governador.

O ‘coronel’ está bem nas pesquisas. Uma das duas cadeiras disponíveis fica com ele, mantida tendência dos eleitores.

Preservada lista de concorrentes na pré-campanha, o filho, apelidado Renanzinho, continua no ‘trono’ alagoano por mais quatro anos.

Elogio ao estreante

Marina Silva comunica que sua candidatura ao Planalto – terceira tentativa – não depende da decisão de Joaquim Barbosa (PSB) se inscrever na disputa eleitoral.

Representante da Rede na campanha deste ano, a acriana diz que o mineiro “tem direito de entrar na política necessitada de reinvenção e renovação, tanto no processo como nas pessoas”.

Ex-senadora vê no ex-presidente da Suprema Corte “concorrente para ampliar o debate de ideias vitimizado pelo radicalismo”.

Fila petista cresce

Celso Amorim e Lula da Silva

Celso Amorim seguia, sem entusiasmo, como pré-candidato a governador do Rio de Janeiro.

Diante do impedimento de registro da postulação presidencial de Lula da Silva, carimbado inelegível pela Lei da Ficha Limpa, o diplomata revela interesse pela vaga do líder petista.

No momento, só há um pretendente divulgado pelo partido: Fernando Haddad. Ele foi ministro da Educação no primeiro mandato de Dilma Rousseff e prefeito de São Paulo (de janeiro de 2013 a dezembro de 2016).

Amorim, petista carioca com passagem pelo MDB, foi chanceler nas governanças de Itamar Franco e Lula, além de titular da Defesa (2011-2015, primeira fase da era Rousseff).

Corte eleitoral informa

As convenções partidárias para homologação de candidatos à eleição de outubro devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Registro na Justiça Eleitoral até 10 dias depois.

FHC radicaliza mudança

Realidade requer estilo radicalmente novo de liderança política.

Eis a síntese do pensamento de Fernando Henrique Cardoso em 2018, ano da escolha do sucessor de Michel Temer no Palácio do Planalto.

Opinião e argumentos do sociólogo-professor eleito e reeleito presidente da República estão no recém-lançado livro ‘Crise e reinvenção da política no Brasil’, editado pela Companhia das Letras.

A obra, de 240 páginas, resulta de entrevistas de FHC, presidente de honra e crítico dos deslizes do PSDB, a Miguel Darcy de Oliveira (diplomata) e Sergio Fausto (cientista político e escritor).

Assim falou Morgan

“Os artistas usam a mentira para revelar a verdade, enquanto os políticos usam a mentira para escondê-la” (Philip Morgan, repórter brasileiro ‘free lancer’ sediado em Londres).

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