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Barbosa não se convenceu da candidatura ao Planalto

“Eu ainda não consegui convencer a mim mesmo de ser candidato”, diz Joaquim Barbosa (PSB), mineiro que dirigiu o Supremo Tribunal Federal e conquistou, em recente pesquisa do Datafolha, 10% das intenções de voto para suceder ao emedebista Michel Temer na Presidência da República.

Nos índices de apoio, superou profissionais de eleições como Alvaro Dias (Podemos), senador e ex-governador do Paraná; Ciro Gomes (PDT), com passagem no Executivo do Ceará e na Esplanada dos Ministérios; Geraldo Alckmin, paulista quatro vezes titular do Palácio dos Bandeirantes e dirigente nacional do PSDB; além de Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputado-presidente da Câmara.

Barbosa, mistura de emblemático e esquivo, entrou na faixa do empate técnico com Marina Silva (Rede), que foi senadora pelo Acre e ministra do Meio Ambiente.  De onde está, o mineiro  divisa, sem recorrer a binóculo de longo alcance, Jair Bolsonaro (PSL). No momento, o deputado pelo Rio de Janeiro só está abaixo de Lula da Silva, duas vezes dirigente da República Surrealista dos Trópicos e, há semanas, ‘hóspede’, em Curitiba, da Polícia Federal.

Respeitada a Lei da Ficha Limpa, candidatura de Lula não terá registro no Tribunal Superior Eleitoral.

Proposta na berlinda

‘O Brasil que o povo quer’ é o título-síntese do programa de governo que o Partido dos Trabalhadores vai apresentar ao país.

Dividido em eixos temáticos, tem 354 páginas.

Propõe, com destaque, “fortalecimento e ampliação” das empresas estatais como contraponto às privatizações.

Sublinha compromisso de referendo revogatório das medidas de ajuste econômico postas em prática pelo governo Temer, como o teto de gastos e a reforma trabalhista.

Não convém exagerar

Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles

Fala-se no eixo Palácio do Planalto-Congresso Nacional na chapa Geraldo Alckmin (PSDB) com Henrique Meirelles (MDB).

O mercado gosta da sugestão, mas bases das duas siglas não se sensibilizam. É conservadorismo elevado, reagem parlamentares tucanos e emedebistas postulantes à renovação de seus mandatos.

Para simplificar a resistência, diga-se que a ideia é olhada de soslaio por Alckmin e Meirelles. O tucano não avança no comentário, mas o cristão-novo do emedebismo abre o jogo: “Sem chance”.

Receita do sucesso

Noite dessas, durante jantar no apartamento brasiliense de jornalista marcado pelo realismo das suas análises, desenhou-se retrato falado do candidato ideal ao Palácio do Planalto no tenso momento político.

Traços fundamentais: equilibro de Geraldo Alckmin, persistência de Marina Silva, personalidade de Joaquim Barbosa, credibilidade de Alvaro Dias, didática de Ciro Gomes, audácia de Jair Bolsonaro e talento de ator do ex-presidente Lula da Silva.

Assim falou Rita Lee

“O politicamente correto é uma tirania educada, assim como o argumento é uma insolência com bons modos” (Rita Lee, cantora, compositora e ativista brasileira).

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