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Senadora Ana Amélia quer Lula derrotado nas urnas

Renhida adversária ideológica do PT, senadora Ana Amélia (PP-RS) opta pela liberação de Lula da Silva para disputar pleito de outubro.

Por quê?

“Assim será feito ajuste de contas com o ex-presidente condenado por corrupção. Ele será derrotado nas urnas, encerrando o ciclo do embuste”, disse a parlamentar em Brasília e repetiu em Porto Alegre.

Líder em pesquisas da intenção de voto e favorita na opinião dos analistas políticos gaúchos, ela deve continuar no Senado por mais oito anos.

Quadro petista de bom desempenho político e correção ética, Paulo Paim trabalha para manter a segunda cadeira em jogo. Ligado aos sindicatos de trabalhadores, o senador é desafiado por personagens com histórico aplaudido pelos exigentes sul-rio-grandenses.

Estão em pré-campanha o ex-governador Germano Rigotto (MDB) e José Fortunatti, ex-prefeito de Porto Alegre recém-transferido do PDT para o PSB. Também na lista Beto Albuquerque, outro filiado ao socialismo que foi companheiro de Marina Silva na chapa presidencial puro-sangue de 2014. Marina agora é da Rede, partido sob sua orientação.

No cenário da sucessão estadual desenhado pela imprevisibilidade, o governador José Ivo Sartori (MDB) aparece como possível exceção na história recente do estado: renovar o mandato.

Assim PT radicaliza

‘Protofascismo’ é nova expressão dos petistas para designar movimento que contesta retorno de seu partido ao comando da República Surrealista dos Trópicos.

No histórico da política significa fase rudimentar do fascismo que a Itália apresentou ao mundo.

É permitido sonhar

Romero Jucá

Líder do governo no Senado e presidente do MDB, Romero Jucá (RR) espera que a legenda eleja oito governadores no pleito de outubro.

Hoje, o partido dirige sete estados.

Do Norte para o Sul: Rondônia, Alagoas, Sergipe, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

Mal na fotografia

No maio que está bem próximo, dois anos do governo Michel Temer.

O emedebista é reprovado, com variação de 68% a 71%, por pessoas entrevistadas pelas equipes do Datafolha, Ibope e Paraná Pesquisas.

Ruas enviam recado final ao Palácio do Planalto: o presidente da República tem chance zero de renovar o mandato herdado da confusa Dilma Rousseff, petista impedida pelo Senado após autorização da Câmara dos Deputados.

Há outro complicador para o grupo situacionista no processo da sucessão. Conforme Datafolha, 86% dos eleitores ouvidos dizem que não votam no candidato indicado pelo senhor Michel.

Turma da necessidade

Gleisi Hoffmann

Para 12 senadores – investigados uns; prestes ao julgamento, outros – é imprescindível vitória nas urnas.

Dilema: reeleição ou mandato de deputado federal, para garantirem o criticável foro privilegiado da Suprema Corte.

Seis representam o MDB: Edison Lobão (MA), Eunício Oliveira (CE), Garibaldi Alves Filho (RN), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO).

Ciro Nogueira (PI) e Ivo Cassol (RO) compõem dupla do PP. A do PT é formada por Gleisi Hoffmann (PR) e Humberto Costa (PE).

José Agripino (RN) é quadro do DEM; assim como Aécio Neves (MG), do PSDB.

Assim falou Ruy

“Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam com a outra; antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada” (Ruy Barbosa, diplomata, jurista e político brasileiro).

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