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Rodrigo caminha para desistir da candidatura ao Planalto

Até a passagem do primeiro semestre, embora haja previsão de que seja antes para evitar perdas ao DEM – alianças com outras legendas, assunto de abertura da agenda –, Rodrigo Maia desiste do projeto da candidatura ao Planalto.

Como prega o grão-ducado partidário, convém ao presidente da Câmara reeleger-se deputado em outubro e, em fevereiro de 2019, renovar mandato na mesa diretora da Casa. Há negociações promissoras adiantadas com o pragmático Centrão, bloco parlamentar decisivo nos conchavos parlamentares.

Então, descompromissados com o voo de pouco alcance sonhado pelo senhor Maia, os democratas liberais podem fechar com a social-democracia a chapa para concorrer à sucessão de Michel Temer, emedebista histórico cercado de críticas e denúncias.

Faz parte da agenda de negociação apresentar nordestino para compor a dupla liderada por Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo e presidente nacional do PSDB. Mendonça Filho, deputado federal de três mandatos com passagem no Executivo de Pernambuco e ministro da Educação na presidência pós-impeachment de Dilma Rousseff, é citado como solução plausível.

Marcado por ilícitos

Aécio Neves (PSDB-MG), ainda senador, repete a quem o ouve:

“O tempo me permite, de forma serena, provar a absoluta correção dos meus atos”.

Refere-se aos ilícitos investigados pela Polícia Federal e denunciados pela Procuradoria-Geral da República à Suprema Corte, onde será julgado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à Justiça.

Revolucionária em campanha

Vera Lúcia Salgado

Pregadora da revolução socialista no Brasil, Vera Lúcia Salgado representa o PSTU na campanha da sucessão do presidente Michel Temer (MDB). Formada em Ciências Sociais, apresenta-se como “negra e pobre”.

Costuma apontar “a falha burguesa” dos quatro governos sucessivos do PT. Explica: Lula e Dilma Rousseff não atuaram para mudar a lógica do poder político-empresarial, “mas nós temos compromisso de honra para modificar o roteiro desenhado e cobrado pelos ricos”.

Baseada no catecismo do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, a pernambucana de Inajá com domicílio eleitoral em Aracaju declara que as gestões petistas deram aos trabalhadores “pequenas concessões, como o Bolsa Família”.

Vera Lúcia, duas vezes derrotada na disputa do governo de Sergipe, amplia o bloco das candidatas ao Planalto: Marina Silva (Rede), Manuela d’Ávila (PCdoB) e Valéria Monteiro (PMN).

Linha do pênalti

Três governadores – número de hoje – precisam reeleger-se em outubro para continuar beneficiários do foro privilegiado.

Dois são do Nordeste: Renan Filho (MDB), de Alagoas, e Robinson Faria (PSD), do Rio Grande do Norte.

Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais, representa o Sudeste.

Promotor ataca Supremo

Ricardo Montemor

Ricardo Montemor, do Ministério Público de São Paulo, entrou em briga como força menor. No seu espaço na internet, abriu dicionário de “xingamentos” a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Montemor apontou para Dias Toffoli (*), Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski. Chamou-os de “canalhas” que atuam para prejudicar a Operação Lava-Jato e “botar na rua bandido corrupto”.

Nominou o quarteto “bandidagem togada”.

(*) Assume 12 de setembro a presidência do STF.

Assim falou Cortella

“Há uma frase de que gosto muito e que, para mim, é a expressão da presença política – ‘Os ausentes nunca têm razão’. Embora pudessem estar com alguma razão, eles a perdem pelo fato de se ausentarem” (Mario Sergio Cortella, escritor, filósofo e professor brasileiro).

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