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Fernando Henrique analisa perfil de cinco presidenciáveis

Duas temporadas nos palácios do Planalto e da Alvorada, Fernando Henrique Cardoso analisa cinco atores do elenco principal da sucessão do presidente Michel Temer. Não inclui o emedebista, porque o considera sem chance de reeleição, e o petista Lula da Silva, “impedido, pela Lei da Ficha Limpa, de concorrer”.

Pela ordem alfabética dos nomes das excelências:

Ciro Gomes (PDT) “tem boa retórica, mas não sei para o lado que vai. É inconstante nas suas opiniões e nas posições partidárias”.

Geraldo Alckmin (PSDB) “conhece a máquina pública e é tolerante. Neste momento de alta conflituosidade, os brasileiros querem alguém que não acirre conflitos. Ele é uma opção”.

Jair Bolsonaro (PSL) “não tem experiência administrativa, não tem base partidária e é um agressivo com muitos simpatizantes”.

Abre o jogo a respeito de Joaquim Barbosa (PSB): “Uma coisa é ser bom juiz, outra coisa é ser líder de um país. Tenho receio de pessoas que sabem muitas coisas, pensam demais. E não sabem, não viveram essas coisas”.

Marina Silva (Rede) “conhece o Executivo (foi ministra de Estado) e o Legislativo (exerceu mandatos no Senado e na Câmara)”. Mais: “Tem certa noção dos temas que são importantes no mundo. Tem mensagem, por isso tem voto. Não sei se tem a malignidade necessária para o exercício do poder”.

Final de julgamento

Senadora paranaense Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, deve ser julgada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal entre maio e junho.

Ministro-revisor Celso de Mello ainda não encaminhou suas observações a Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na Corte.

Hoffmann é acusada de corrupção passiva.

Trata-se de julgamento na última instância do Judiciário.

Sucessão na Bahia

Rui Costa

Rui Costa pode ser incluído entre governadores petistas bem próximos da reeleição. Não tem mais Antonio Carlos Magalhães Neto para incomodar.

Prefeito (reconduzido) de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM retirou-se da disputa na Bahia. Recuo dele, bem situado nas pesquisas de opinião, desagradou aos aliados, sobretudo ao PSDB.

Desenha-se, agora, divisão dos oposicionistas estaduais e, como consequência, desmonte da aliança local do DEM com os tucanos.

O MDB, complemento do triângulo da reeleição de ACM Neto em 2016, está em ruínas desde o escândalo de corrupção que levou à prisão o ex-ministro Geddel Vieira Lima, personagem principal do emedebismo baiano.

Aliança PDT-PT?

Como perguntar (ainda) não paga imposto, eis a questão: quem seria cabeça de chapa na hipotética aliança PDT e PT para o pleito de outubro?

Conversa há, como a de ontem entre o inquieto pedetista Ciro Gomes e o tranquilo petista Fernando Haddad.

Reunião foi em São Paulo, capital que Haddad governou e não conseguiu se reeleger.

Questão de preferência

Chico Alencar

No Rio de Janeiro, o PSOL é partido de esquerda mais bem posicionado entre eleitores de 16 a 23 anos, conforme pesquisa encerrada sexta-feira (20).

PCdoB e PT estão em queda, no grupo jovem. PSB e PPS têm poucos adeptos na faixa etária entrevistada.

Deputado Chico Alencar, ex-petista, é preferido da juventude fluminense entre adeptos do Partido Socialismo e Liberdade.

Cumpre quarto mandato federal, após passagem pela Câmara Municipal e Assembleia Legislativa.

Alencar é professor de História e bom no discurso com toques de ironia.

Assim falou Montalembert

“Bem tentais não vos ocupar de política, mas a política ocupa-se de vós” (Charles Montalembert, escritor e político francês).

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