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Petistas não esquecem frase arrogante de Ciro Gomes

Ciro Gomes (PDT) não deveria esperar apoio do PT para se eleger presidente da República. Travou na mente e nos corações de apaixonados defensores  – delirantes, alguns – do confuso ideário lulista a frase arrogante do ex-governador do Ceará:

“PT correrá pra mim, para evitar seu fiasco nas urnas”.

É certo, porém, que o senhor Gomes divida votos petistas, sobretudo no Nordeste, com o substituto (*) de Lula, inelegível se respeitada a Lei da Ficha Limpa; Marina Silva (Rede), senadora pelo Acre quando era quadro do PT; e, surpreendentemente, deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), populista que encanta a direita e seus satélites.

(*) Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, está na pista de decolagem.

Apoio sem associação

Cesar Maia nega candidatura a vice na chapa do DEM (Democratas) ao Executivo do Rio de Janeiro.

Apoia anunciado projeto de Eduardo Paes para concorrer ao Palácio Guanabara, porque sua “criação política” ingressou na legenda sucedânea do Partido da Frente Liberal, origem de ambos.

Ex-prefeito carioca e agora vereador, Cesar, pai de Rodrigo Maia, deputado-presidente da Câmara, afirma que não concorre “a nada, na eleição de outubro”.

Para disputar sucessão de Luiz Fernando Pezão (MDB), Paes precisa ser absolvido de corrupção passiva praticada quando administrou a capital fluminense, conforme denúncias em trânsito no Judiciário.

Cidadão paga visita

Gil Castello Branco

Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, questiona enquadramento na atividade parlamentar das despesas de deputados e senadores com atos em defesa do ex-presidente Lula.

Não entende o porquê de parlamentares recorrerem às verbas especiais do Legislativo “pedindo indenização dos gastos nas cruzadas curitibanas”.

As notas apresentadas “podem ser legítimas, mas o problema é a finalidade: visita a um condenado cujo processo legal foi cumprido”, salienta.

Projetos são inviáveis

Ex-presidente da República cassado inicia pré-campanha para recuperar o cargo e o hóspede do Palácio do Planalto almeja mais quatro anos no ‘trono’.

Fernando Collor (PTC), agora senador, e Michel Temer (sempre MDB), herdeiro do Executivo após impeachment de Dilma Rousseff (PT), estão mal nas intenções de voto apuradas pelos institutos Datafolha e Ibope.

Collor tem de um a dois pontos percentuais; Temer não chega aos 4%.

Ambos, entretanto, lideram rejeição acima de 70%.

Marina bem-humorada

Marina Silva (Rede) diz que se candidata ao Planalto para, se eleita, “cobrir férias”.

Explica, sorriso aberto:

“PSDB, PT e PMDB precisam de férias de quatro anos afastados da Presidência da República. Depois podem voltar, se os brasileiros tiverem saudade do que esses partidos aprontaram no Brasil”.

Assim falou Maquiavel

“Em política, os aliados de hoje são os inimigos de amanhã” (Nicolau Maquiavel, diplomata, escritor e pensador italiano).

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