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Maia integra Paes ao DEM para disputar governo do Rio

Vereda semiaberta para Eduardo Paes tentar o resgate de sua militância na vida pública.

Antes de dois mandatos na prefeitura do Rio de Janeiro sob a bandeira do malandro MDB fluminense, era protegido de Cesar Maia, ‘dono’ do PFL (o DEM de agora).

Foi vereador na capital, concorreu ao Executivo fluminense (teve pouco mais de 5% dos votos) e elegeu-se duas vezes deputado federal. Na segunda, aderiu ao PSDB, mas logo foi cooptado por Sérgio Cabral, ‘capo’ do MDB regional e, no momento, preso condenado por corrupção progressiva.

Paes retornou ao liberalismo encaminhado por Maia, ainda referência na política fluminense, e tenta a retomada do projeto de governar o estado em decadência.

Não depende apenas de querer e do apoio de Cesar – pai de Rodrigo Maia, presidente da Câmara e pretendente (fraco) à sucessão de Michel Temer no Planalto.

Eduardo Paes precisa ser absolvido das acusações de ilicitudes praticadas na prefeitura carioca.

Será então candidato competitivo.

Viagem ao passado

Decepcionante observação: amplia-se imagem negativa do Senado.

Não faz muito tempo, a Casa hospedava grandes oradores, juristas de brilho nacional, personagens públicos dedicados e, sobretudo, mulheres e homens dignos do mandato.

Hoje, acompanha-se no desfile pelo tapete azul do Congresso Nacional grupo de senadores delinquentes.

Família faz história

Pedro e Cássio Cunha Lima

“Interessa-nos mais as atitudes que os nomes das pessoas”.

Resposta é do paraibano Pedro Cunha Lima, da bancada do PSDB na Câmara, ao ser questionado sobre fragilidade, sobretudo no Nordeste, da candidatura de Geraldo Alckmin ao Palácio do Planalto.

Postulante à reeleição no estado onde Lula da Silva tem ao redor da metade das intenções de voto para retornar ao poder, o jovem parlamentar mais votado na eleição de 2014 diz que menos de um terço será transferível se for mantida a inelegibilidade do petista.

Família Cunha Lima faz história do bem e do mal na política da Paraíba. Pedro é neto de Ronaldo e filho de Cássio, ex-governantes. O avô e o tio Ivandro foram senadores; o pai cumpre mandato no Senado, onde liderou a bancada tucana.

Maiores no Congresso

Cinco maiores partidos na Câmara em número de deputados: PT (60), MDB (53), PP (52), PSDB (47) e DEM (44).

Quinteto dos grandes no Senado: MDB (18), PT (14), PSDB (11), PDT e PSB (cinco para cada um).

Salvador do tucanato

Antonio Anastasia e Dilma Rousseff

PSDB de Minas Gerais vive seu pior momento, mas há elevada expectativa de recuperação.

Antonio Anastasia, senador na metade dos oito anos, é ‘fórmula’ milagrosa para salvador da pátria tucana. Bem avaliado nos índices apurados por institutos locais, chega como favorito ao segundo turno da eleição de outubro para voltar à governança estadual.

Vagas para o Senado serão ocupadas por representantes de siglas aliadas da social-democracia, mas, fosse hoje a eleição, uma das duas cadeiras seria de Dilma Rousseff (PT).

Com imagem destroçada, o senador Aécio Neves (PSDB), em fim de mandato, é cabo eleitoral contra o partido que comandou nacionalmente e representou no pleito presidencial de 2014.

Assim falou FHC

“Lula não é preso político. É político preso” (Fernando Henrique Cardoso, sociólogo que presidiu o Brasil durante oito anos).

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