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Na presidência de Gleisi, PT encena drama eleitoral

Lamenta-se que seja durante gestão de uma mulher a caminhada final do PT ao infortúnio político-ético e a travessia que leva a legenda ao drama eleitoral de outubro.

Além de desidratada pela evaporação dos votos da recandidatura ao Senado, Gleisi Hoffmann, presidente da sigla, foi denunciada por dois crimes que se coadunam: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Rodrigo Janot, então procurador-geral da República, assinou a peça demeritória em trânsito no Supremo Tribunal Federal.

 Preservada sua elegibilidade, o radicalismo das palavras e ações da senhora Hoffmann é estratégia de enredo dramático para concorrer à Câmara dos Deputados, com sucesso provável, nas urnas da votação proporcional.

Nem vale a pena analisar em detalhes o caso do vídeo divulgado pela TV Al- Jazeera, de Doha (Catar), influente veículo de comunicação árabe com repercussão no Ocidente. A parlamentar não foi feliz, rotina, aliás, no último ano do seu mandato no Senado.

Sucessão em Goiás

Ronaldo Caiado está em primeiro lugar nas intenções de voto para o governo de Goiás.

Lidera desde ano passado a bancada do DEM no Senado.

Empresário quer Planalto

Flávio Rocha

Como dinheiro não lhe falta, Flávio Rocha vai usar recursos de suas contas bancárias para financiar projeto eleitoral.

Dirigente licenciado do grupo Guararapes, controlador das lojas Riachuelo, o empresário concorre, pelo PPB, à sucessão do presidente Michel Temer.

Ligado ao Movimento Brasil Livre, o liberal Rocha pleiteia apoio do MDB.

Pernambucano do Recife, foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte.

Ausência de provas

Sem “indícios mínimos” para provar ilicitudes de denunciados, Procuradoria-Geral da República sugeriu ao Supremo Tribunal Federal arquivar investigações relacionadas a seis deputados do PP.

Ministro-relator da Operação Lava-Jato, Edson Fachin concordou.

Beneficiários: Aguinaldo Ribeiro (PB), líder do governo na Câmara; Eduardo da Fonte (PE), Jerônimo Goergen (RS), Mário Negromonte Júnior (BA), Roberto Balestra (GO) e Simão Sessin (RJ).

Waldir Maranhão (MA) também foi favorecido. À época da denúncia era filiado ao PP; agora é tucano.

Jair Bolsonaro

Batalha de radicais

Agressividade do deputado Jair Bolsonaro mede força com as provocações dos porta-vozes do Lulismo.

O candidato à Presidência da República anunciado pelo PSL assume também primeiro lugar nas intenções de voto do Instituto Paraná Pesquisas. Próximo dele, com diferença de cinco pontos percentuais, Marina Silva (Rede).

Esse posicionamento ocorre quando Lula da Silva não é mostrado às pessoas entrevistadas na lista de postulantes.

Aliança na berlinda

Diretório Nacional do PT reúne-se segunda-feira (23), em Curitiba.

Assunto sublinhado da pauta: aliança com partidos de esquerda.

PSOL e PCdoB devem examinar, mas a proposta está contaminada pela divisão explícita de outras siglas.

O PDT quer apoio do petismo a Ciro Gomes. O PSB oferece opção ao Partido dos Trabalhadores: Joaquim Barbosa, não tanto enigmático como algumas referências petistas aludem.

Assim falou Stendhal

“Política é uma pedra atada ao pescoço da literatura e que, em menos de seis meses, submerge. Política, no meio dos interesses da imaginação, é um tiro no meio de um concerto” (Henry-Marie Beyle – o Stendhal –, escritor e poeta francês).

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