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Na defesa do seu governo, Michel pode ser candidato

Para defender sua presidência, Michel Temer (MDB) considera “necessário” concorrer à reeleição.

Explica a jornalistas:

“Se eu tivesse feito um governo destrutivo para o país eu mesmo refletiria que não dava para continuar. Mas, pelo contrário, eu recuperei um país que estava quebrado. Literalmente quebrado. Eu me orgulho do que fiz. E eu preciso mostrar o que está sendo feito”.

Michel confessa que alimentou expectativa de surgir algum companheiro com disposição para defender “os feitos” da sua administração, “mas como ninguém se apresentou, então eu mesmo faço”.

Índices dos institutos Datafolha, Ibope e Paraná Pesquisas não incentivam o propósito do senhor Temer.

Projeto sem fôlego

Há em curso conversas plurais sobre montagem da chapa Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Aldo Rebelo (SDE-SP) para o Palácio do Planalto, mas não se aposta na efetividade do projeto.

Maia, de formação liberal, preside a Câmara dos Deputados. Teve única experiência em disputa majoritária. Concorreu à prefeitura do Rio de Janeiro em 2012, mas foi retido na malha fina do primeiro turno.

Rebelo, ex-PCdoB com passagem no PSB, dirigiu a Casa do Legislativo de setembro do ano 2005 a janeiro de 2007. Participou das equipes ministeriais de Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Incentivo ao sonho

Marina Silva

Conselho de Marina Silva à equipe de organização da sua terceira campanha à Presidência da República:

“Não sejam pragmáticos, sejam sonhadores”.

A acriana candidata da Rede empatou tecnicamente no segundo lugar com Jair Bolsonaro (PSL-RJ), na recente pesquisa do Datafolha.

Lula da Silva liderou intenção de voto para retornar ao Executivo da República Surrealista dos Trópicos, mas o petista é inelegível conforme Lei da Ficha Limpa.

Cofre está fechado

Quinteto do franciscano (é dando que se recebe) e manhoso Centrão no Congresso Nacional: PP, PR, PRB, PSD e PTB.

Há outros pretendentes, mas são parcas as benesses de compensação.

Desabafo no adeus

Joaquim Barbosa

Senador de dois mandatos e ex-governador encerra a vida pública em janeiro de 2019.

Desistiu de disputar voto porque  “razoáveis recursos da família se esgotaram e eu não aceito apoio financeiro que cobra reciprocidade”.

Revela que cansou de ser acossado “por chefetes municipais” e cobrado para apoiar, no Congresso, “propostas malandras em nome da fidelidade partidária”.

Trocou o Centro-Oeste pelo Sudeste e, agora, reside na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Em Brasília, numa conversa informal com dois jornalistas, revelou que “ficaria feliz” se Joaquim Barbosa, ex-presidente da Suprema Corte, disputasse a sucessão do “escorregadio (Michel) Temer” ou a do “malandro (Luiz Fernando) Pezão” no governo fluminense.

Assim falou Ferreira

“A Pátria, como tudo, és tu. Se for também a do teu adversário político, é problemático haver pátria que chegue para os dois” (Vergílio Ferreira, escritor português).

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