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Alckmin admite: chance final para Presidente

Geraldo Alckmin exercita esperança, habilidade e paciência na tentativa derradeira de chegar ao poder federal. Não vive bom momento político e o PSDB, legenda que dirige, é central de interesses contraditórios e lances de impudicícias.

Sufocado em São Paulo, estado que governou quatro vezes e se despediu do Palácio dos Bandeirantes com pouco mais de 30% do apoio das ruas, ele contabiliza dificuldades que comprometem sua campanha à Presidência da República.

Alckmin cuida de construir pontes para intercambiar com partidos de bases promissoras na classe média. Crê no que cientistas políticos predizem. Neste 2018, terá oportunidade final de chegar a Brasília como titular, escolhido pelos cidadãos, dos palácios da Alvorada e do Planalto.

Personalidade política nacional originária da Câmara Municipal de Pindamonhangaba, cidade paulista no Vale do Paraíba, ouve palavras de alento das lideranças de alguns partidos centristas. Apoio popular, porém, é reduzido.

 Fosse agora tempo de decisão com base no resultado das pesquisas do Datafolha e do Ibope, Geraldo Alckmin seria eliminado no primeiro turno.

MDB com Lula

Quatro grão-duques do MDB com mandato no Senado aliam-se ao projeto da volta de Lula da Silva ao comando nacional.

Dois são nordestinos: Eunício Oliveira (CE) e Renan Calheiros (AL).  O terceiro, Jader Barbalho, nortista do Pará; e, sulista do Paraná, o quarto: Roberto Requião.

Barbalho e Calheiros presidiram o Senado; Oliveira é o atual dirigente. Barbalho e Requião governaram seus estados; Calheiros e Oliveira tentaram, mas foram reprovados nas urnas.

Herdeira de Arraes

Marília Arraes

Marília Arraes cresce na política de Pernambuco. Exerce o terceiro mandato de vereadora no Recife, tem influência na Região Metropolitana e aumenta ligação com o interior.

Neta de Miguel Arraes, que admirava e tinha reciprocidade, atuou ao lado de Eduardo Campos, seu primo, com quem não tinha diálogo pacífico.

Vereadora começou no PSB do avô e, agora, é quadro do PT. Tem opositores públicos na legenda que a abrigou há pouco menos de dois anos, mas “são leais”, explica assessora de Marília.

Se o Partido dos Trabalhadores não se aliar ao Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual, como a cúpula nacional petista sugere, a parlamentar disputa sucessão do governador recandidato Paulo Câmara (PSB).

Em pesquisa pós-carnaval, Marília alcançou 20% das intenções de voto; o desafiado, 34%. Índice lncentiva projeto de oposição ao socialista, sobretudo porque ele amplia percentual de rejeição.

Também estão na lista de possíveis pretendentes: senador Armando Monteiro Neto (PTB), derrotado por Câmara em 2014, e deputado Mendonça Filho (DEM), ex-governador e, até início de abril, ministro (Educação) do presidente Michel Temer.

Rousseff, a novelista

“O Lula está preso numa solitária. Não bastaram prender o Lula. Também não querem deixar ele falar. O próprio juiz responsável pelo caso não quer que ele fale. O Lula não pode falar porque ele muda a opinião das pessoas”.

Dilma Rousseff pode ser perdoada pelas agressões à gramática e ao estilo, tantas vezes repetidas, mas não pela inverdade sobre local da prisão e o porquê da condenação do ex-presidente da República Surrealista dos Trópicos.

Ela encenou capítulo truncado de novela dramática em um dos auditórios da Universidade de Berkeley (Califórnia-EUA), onde participou do seminário ‘Desafios da democracia do Brasil’.

Assim falou Machado

“O homem, por natureza, é um animal político” (Machado de Assis, escritor brasileiro).

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