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Sem Lula, 2º turno é de Bolsonaro e Marina

Corrupção passiva e lavagem de dinheiro são crimes que levaram Lula da Silva à prisão em regime fechado.

Apesar de hóspede da Polícia Federal, ainda em Curitiba, o ex-presidente da República lidera pesquisa do Datafolha para voltar ao poder. Teve 31% das intenções de voto no levantamento realizado de 11 a 13 deste abril. Perdeu seis pontos se resultado de agora for comparado ao do fim de janeiro.

Lei da Ficha Limpa rejeita, mas o PT pedirá registro da candidatura do seu emblemático fundador e principal referência. É improvável, porém, anuência do Tribunal Superior Eleitoral ao projeto do senhor Silva.

Lula excluído, Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede) disputam liderança. Ele, com 17%; ela,16%. Ambos, na melhor avaliação.

Seguem, na pontuação mais alta em várias alternativas da sondagem de opinião, Joaquim Barbosa (PSB), 10%; Ciro Gomes (PDT), 9%; Geraldo Alckmin (PSDB), 8%; Alvaro Dias (Podemos), 3%; Fernando Haddad (PT), Manuela d’Ávila (PCdoB) e Michel Temer (MDB), 2% para cada presidenciável. Na sequência da escala descendente, nenhum  pré-candidato consegue mais de um ponto.

Pós-escrito: se conseguir registro na Corte Eleitoral com índices de agora preservados, Lula derrota qualquer oponente no segundo turno. Marina seria rival mais forte. Redista teria 32%; petista, 46%.

Esquerda em campo

Nesta terça-feira, em Brasília, lançamento da Frente de Esquerda em Defesa da Democracia.

Proposta sublinhada pelas siglas aderentes: liberdade para Lula.

Cinco legendas confirmaram apoio: PCdoB, PDT, PSB, PSOL e PT.

Roberto Requião, senador paranaense dissidente do MDB, participa da manifestação.

Negativa que derruba

Tasso Jereissati e Geraldo Alckmin

Geraldo Alckmin pediu e Tasso Jereissati negou.

O candidato do PSDB ao Planalto considera estratégica candidatura do senador ao Executivo do Ceará. Jereissati governou duas vezes o estado, terceiro colégio eleitoral do Nordeste quase empatado com Pernambuco, o segundo. Bahia é o primeiro.

Na região, tucanato perdeu fôlego, mas Jereissati é referência empresarial e política. Na terra cearense, revelado coronel político moderno, tem cacife para se contrapor ao projeto da reeleição de Camilo Santana. O petista é aliado de Ciro Gomes, presidenciável do PDT.

Com dificuldades até no Sudeste, incluído São Paulo, base de sua história política, o ex-governante Alckmin seria eliminado no primeiro turno, fosse agora visita do eleitor às urnas.

Episódio teria registro no capítulo de fatos novos da social-democracia brasileira. Candidatos tucanos à Presidência da República sempre ultrapassaram a fase eliminatória, como ocorreu com Geraldo no embate que deu primeiro mandato presidencial a Lula.

Fernando Henrique Cardoso é exceção. O sociólogo chegou ao poder e o manteve no pleito seguinte ao derrotar duas vezes, no turno de classificação, o ícone petista.

Elogio à punição

Alvaro Dias

Candidato à sucessão de Michel Temer (MDB), Alvaro Dias (Podemos) amplia debate sobre Operação Lava-Jato.

Resultados das investigações e punições “expõem figurões da política e da iniciativa privada”, repete o senador nas cidades visitadas como convidado de diretórios regionais do seu partido – oitavo ao longo das filiações desde mandato de deputado (estadual e federal) ao de governador e senador pelo Paraná.

“Ao contrário do que muitos imaginam, estamos, na verdade, diante do confronto entre honestidade e desonestidade, decência e indecência”.

Dias, sem citar o nome de Lula da Silva, é enfático na análise da punição do petista:

“Seria retrocesso imperdoável se, em função do interesse de um único brasileiro, o Supremo aceitasse esse retrocesso. Seria uma afronta ao Estado de Direito e ficaria na contramão desse desejo de inaugurarmos uma justiça onde (sic) seremos todos iguais”.

Assim falou Brasil

“Vejo por aí gente com ideias, gente pensante no meio do povo, gente que se interessa por política, gente que gosta de ler… sinto que o País tem salvação” (Marcio Bruno Brasil, poeta e pensador).

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