Atualizado em 30/11/2017 15:15:35

Fluminense: ano melancólico

   Luis Carlos Alcoforado (*)    

O Fluminense começou o ano de 2017 com futebol vistoso, sob a aparência de que conquistaria títulos, para felicidade do torcedor tricolor.

Meio de campo com excelente nível técnico, que esbanjava toque de bola eficiente.

Ataque rápido e poderoso se aliava nas jogadas com alto poder ofensivo. Tornou a equipe a mais goleadora do Brasil, durante certo período.

Mas conquista mesmo só veio com a Taça Guanabara, que representa o primeiro turno do campeonato carioca.

De lá para cá, somente aflição e perdas.

O time, que chegou a militar no G4, terminou o campeonato brasileiro de maneira melancólica, com risco de rebaixamento.

Mas algo aconteceu com o Fluminense!

Afora lesões importantes e duradouras – Scarpa, Gum, Renato Chaves, Pierre, Sornoza, Calazans, Luiz Fernando, Felipe, Fabinho e Marquinho –,salários atrasados e perda de um de seus mais talentosos jogadores, Richarlison, vendido ao futebol inglês, onde já brilha, para socorrer o minguado caixa tricolor, um fator foi determinante: o treinador Abel Braga.

Ao contrário do que se imagina, Abel não tem virtudes de estrategista, com privilegiada visão de jogo, capaz de mudar taticamente a equipe durante a partida.

Abel não passa de um treinador motivacional e carismático, tática que nem sempre funciona em partidas decisivas, como aconteceu com o empate de 3x3, com o Flamengo, pela Sul-Americana, após estar vencendo por 3x1.

Todos os que torciam pelo Fluminense e contra o Flamengo – o Brasil inteiro – aperceberam os erros de Abel Braga, sem iniciativa para impor o placar favorável em face de um adversário que dava sinais de que assimilava a derrota e, pois, a eliminação.

Sempre previsível na maneira de armar e preparar a equipe, Abel, boa gente, não evoluiu.

Se não fosse ídolo tricolor, seria vaiado nas quase sempre equivocadas e previsíveis mudanças que promove ao longo da partida.

Mas o grave erro que Abel cometeu foi o de ressuscitar Cavalieri, então na reserva merecida de Júlio César, goleiro que vinha muito bem, mesmo com uma linha de defesa sofrível.

Cavalieri é um chama-gol, goleiro sem energia ou brilho, que se mostra indiferente quando toma gol, e quase sempre por sua culpa.

É claro que a responsabilidade pelo fracasso do Fluminense não pode recair apenas no treinador e no goleiro, porquanto futebol é esporte coletivo que depende também da gestão, item em que a reprovação é ainda maior em face da diretoria burocrática, que administra o clube sem motivação para ser campeão.           

A incompetência da gestão foi tamanha que o clube não teve patrocinador à altura das tradições e da importância da sua torcida, a de maior poder aquisitivo do Brasil.

O Fluminense apenas cumpriu tabela dentro e fora de campo.

Dias piores virão, torcida do Fluminense!

(*) Advogado

 



Deixe um comentário


Criar Conta WALGOM



Logar