Atualizado em 24/10/2017 18:59:26

Portugal já ameaça hegemonia do Brasil


no prêmio de melhor do mundo da Fifa

Marcos Paulo Lima (*)

Recordista de prêmios de melhor do mundo na eleição da Fifa com oito conquistas, o Brasil começa a ter sua hegemonia ameaçada pelos patrícios. Com o pentacampeonato pessoal de Cristiano Ronaldo, Portugal tem agora seis títulos — o outro é de Luís Figo, em 2001. Em jejum há 10 anos, o Brasil estacionou nos três de Ronaldo, dois de Ronaldinho Gaúcho, um de Kaká, um de Romário e um de Rivaldo. Maior esperança verde-amarela para a quebra do tabu, Neymar acumula dois terceiros lugares em 2015 e em 2017.

Aos 32 anos, Cristiano Ronaldo descarta o fim da hegemonia em 2018. O gajo se reveza com Lionel Messi desde 2008 como número 1 do mundo. Ambicioso, o craque brincou com os jornalistas em Londres: “O ciclo terminou? Está só começando. Quero a sexta, a sétima”, respondeu no contato com a imprensa. 

Cristiano Ronaldo jura que não compete com Messi, mas, somando as conquistas pessoais no prêmio da Fifa e na Bola de Ouro — oferecida pela revista France Football —, o português já supera o argentino. Cristiano Ronaldo coleciona sete prêmios individuais contra seis do concorrente Messi. 

Na Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo tem dois prêmios (2008 e 2016) e Messi apenas um (2009). No World Player Of The Year, como se chamava a distinção da Fifa de 1991 a 2009, CR7 faturou um (2008) e Messi também (2009). De 2010 a 2015, Fifa e a Bola de Ouro fizeram uma parceria e unificaram a premiação. Messi ganhou quatro prêmios e Cristiano Ronaldo dois. No Fifa The Best, Cristiano Ronaldo é o único vencedor com dois troféus. Placar parcial: Cristiano Ronaldo 7 x 6 Messi. 

Favorito a conquistar a Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo deve aumentar a vantagem em relação a Messi para 8 x 6. O vencedor do prêmio oferecido pela France Football será conhecido em dezembro. Ambos estão entre os 30 indicados. Campeão da Champions League, do Campeonato Espanhol e das Supercopas da Uefa e da Espanha na temporada de 2016/2017, o português dificilmente deixará de unificar os títulos da Fifa e da Bola de Ouro.

(*) Jornalista



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