Atualizado em 05/07/2017 08:16:52

Chile define seus candidatos à eleição


de novembro para presidência do país

El Mercurio e Agência Efe
    Beatriz Sánchez

Sebástian Piñera, da direitista Chile Vamos, Beatriz Sánchez, pela esquerdista Frente Ampla, e Alejandro Guillier e Carolina Goic, saídos da Nova Maioria, são principais candidatos a substituir Michelle Bachelet; eleição será em 19 de novembro

Michelle Bachelet     

O empresário e ex-presidente Sebastián Piñera, os jornalistas Alejandro Guillier e Beatriz Sánchez e a assistente social Carolina Goic são os principais candidatos para suceder a Michelle Bachelet na Presidência do Chile.

Sánchez e Piñera venceram, cada um por sua coalizão, as primárias que tiveram participação acima do esperado, com 1,8 milhão de eleitores comparecendo para votar – o voto não é obrigatório no Chile. Na eleição que acontece em novembro, a jornalista será a candidata da esquerdista Frente Ampla, que disputa a Presidência pela primeira vez e teve 327 mil votos nas primárias. Ela foi escolhida por 67,56% dos votantes contra 34,44% alcançados pelo sociólogo Alberto Mayol.

     Carolina Goic    

“Hoje começa uma nova história da história política do Chile”, declarou Sánchez após a vitória nas primárias. “Um terceiro bloco começa a disputar o poder. Eles sabem e nos temem”, afirmou, em referência às grandes coalizões de direita e de centro-esquerda que costumam se revezar no poder no país. A jornalista acrescentou que pretende "derrotar o poder do dinheiro" e que o seu será “o primeiro governo feminista do Chile” caso vença em novembro.

Já o ex-presidente Piñera (2010-2014) será o candidato da frente de direita Chile Vamos, que agrupa as legendas União Democrata Independente (UDI), Renovação Nacional (RN), Partido Regionalista Independente (PRI) e Evópoli. Piñera, que lidera as pesquisas de intenção de voto para novembro, derrotou com 58,36% nas primárias seus oponentes, o senador Manuel José Ossandón (26,40%) e o deputado Felipe Kast (15,40%). No total, a Chile Vamos teve ontem 1,4 milhão de votos.

Após vencer as primárias, o ex-mandatário e atual candidato disse que a Nova Maioria e a Frente Ampla propõem “um caminho equivocado” para o Chile. “Isso vai levar a mais desemprego, mais delinquência, mais paralisia. Nossa opção representa mudar o que está ruim”, declarou.

A governista Nova Maioria concorre pela primeira vez na história desta coalizão surgida da Concertación com dois candidatos presidenciais em separado: o senador e jornalista Alejandro Guillier, que sai com o apoio dos partidos de centro-esquerda da coalizão, e a senadora Carolina Goic, presidente da Democracia Cristã e assistente social por profissão, que vem pela direita.

Guillier deixou para trás na corrida presidencial destacados políticos, como o ex-presidente Ricardo Lagos e o ex-chanceler e ex-secretário geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) José Miguel Insulza, que para concorrer teve de renunciar como agente do Chile na Corte Internacional de Justiça da Haia para a demanda boliviana.

Alejandro Guillier     

A inesperada indicação de Guillier como pré-candidato presidencial do Partido Socialista, em detrimento de um veterano militante como Lagos, foi justificada pelo fato de que tinha mais apoio nas pesquisas. O ex-apresentador de televisão também recebeu o apoio de novas forças do oficialismo, como os partidos Radicais, Comunista e Pela Democracia.

No entanto, a Democracia Cristã, a força mais moderada da Nova Maioria, surpreendeu quando no dia 11 de maio inscreveu a candidatura de sua presidente, a senadora Carolina Goic, materializando assim uma separação no seio do oficialismo que provavelmente deve se repetir também nas listas parlamentares.

Outros aspirantes na corrida para o Palácio de La Moneda (sede da Presidência chilena) são candidatos que já participaram de outras eleições, como o progressista Marco Enríquez-Ominami, o esquerdista Alejandro Navarro e os independentes Franco Parisi e Tomás Jocelyn-Holt. 

Pesquisa

Pesquisa de intenção de voto divulgada nesta segunda-feira (03/07) pelo jornal chileno La Tercera coloca Piñera à frente com 22% (em queda desde última pesquisa, medida no dia 23 de junho, quando tinha 24%), seguido por Sánchez, com 11%, que pela primeira vez passa Guillier nas sondagens. O jornalista vem com 9% de intenção de voto, caindo dos 11% anteriores. Goic, Ominami e Parisi, entre outros candidatos, têm 1%, enquanto 35% dos entrevistados disseram ainda não saber em quem votarão em novembro.



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